As coisas espirituais se discernem espiritualmente.

A cada nova experiência com o Senhor tenho mais convicção do quanto é equivocado avaliar as experiências das pessoas tendo como referência o que nos parece aceitável ou não, enquanto ação divina. Nosso Deus não cabe em nossas caixas teológicas, muito menos em nossa limitada compreensão a Seu respeito. Ele é Deus e age como quer, do jeito que quer, aceitemos ou não.
Vejamos, por exemplo, quando se encarnou e esteve entre nós: Ele teve alguns encontros inusitados com homens que eram cegos. A um ele curou expulsando demônios (Mt 12.22-28). Outro foi curado com cuspe, imposição de mãos e, num segundo momento, toque nos olhos (Mc 8.22-26). Em outro caso, ainda, bastou dizer ao cego: “vai, a tua fé te salvou.” ( Mc 10.52) Sem toque, cuspe ou libertação.
Que coisa não? Me pergunto se Jesus estivesse hoje entre nós e fosse repetir alguns dos seus milagres, o que lhe aconteceria? Não seria prontamente acusado pelos doutores da lei (fariseus que nem possuíam experiência com Deus, nem deixavam em paz aqueles que possuíam)? Não seria acusado de ser um esquisofrênico, maluco, herético, ou mesmo parceiro do Diabo?
Hoje, Jesus faz morada em muitos de nós e podemos ver muitas ações dirigidas por Ele e não compreendidas pelos fariseus. Triste realidade. Mais triste ainda, ver irmãos impedindo a ação divina para agradar os que acham que dominam todo o conhecimento acerca do Deus que não se explica e não se deixa limitar por explicações humanas.
E quanto ao fato do perigo de não se saber exatamente qual seria, de fato, uma experiência genuína promovida pelo Senhor, temos uma solução: enchamo-nos do Espírito de Deus e saberemos discernir espiritualmente o que vem dEle porque as coisas espirituais só poderão ser assim discernidas. Menos da nossa carne e mais do Espírito de Deus.

cego

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